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Balanço de ano novo.

31/12/2011

Meu 2011 foi uma coisa incrível. E se eu pudesse eu faria um bolo pra Deus do tamanho da China, com a cobertura que ele quisesse, porque Ele me deu as coisas mais inesperadas e mais certas pra mim. Não sei nem se eu mereço.  As pessoas mais incríveis do mundo, os momentos mais sensacionais… E no balanço desse ano,  eu posso dizer que foi tudo de magnífico!

Fim de namoro. (:

Sorrisos não-metálicos.

Faculdade que eu sempre quis.

Conheci gente incrí <3

Mudei de cidade. E me apaixonei por São Paulo

Caí de amores pelo que eu faço

"Fui pra uma cidade chamada solitária"

 

Fiz amigos num reality show!

Fui grata. Muito grata.

Abstraí

Carreguei muitas malas

Percebi que sou maluca :(

 

Desconfio que tenha me apaixonado

 

Engordei pra cacete

Admiti algumas coisas

Lembrei muito dessa frase

Me decepcionei seriamente.

Vi o mar

Namorei música

Perdi minha avó :(

Altos e  baixos, nuvens e fundo do poço… Enfim, que venha 2012!! Feliz ano novo, gal <3

Jesus é manero mesmo.

29/12/2011

Eu sempre pensei que mais importante do que eu acreditar em Deus, é que Ele acreditasse em mim. Simplesmente porque, ainda que eu não acreditasse em Deus, Ele continuaria sendo  Ele.  Mas se Ele não acreditasse em mim, olha…

Eu lembrei dessas coisas agora porque uns tempos atrás foi o Natal.  Eu, que não moro mais com meus pais desde fevereiro, e não os via desde outubro, vim passar as festividades aqui no interior e fugir dos shoppings lotados de São Paulo.  Daí minha Vó Dalina -linda e forte como só as pessoas vividas sabem ser – morreu.  Foi velada no dia 24. É claro que esse ano não teve peru de natal. Nem cidra com os primos.
O mais triste foi constatar que sem ela o natal acabou. Ela foi passar o natal em área VIP, com o próprio Aniversariante. Aquele que a gente esquece na fila das lojas americanas enquanto compra dvds por 9,99 pra dar de presente aos parentes que vem de surpresa.
Não sou católica, nem evangélica, nem espírita nem nada. Eu acredito no que eu acredito. E uma das coisas na qual eu acredito é que Deus é um Cara ocupado.
Eu ando lendo uns artigos que me caíram no colo, sobre evagélicos que matam os pais por causa do dízimo, e sobre uma gal se engalfinhando com rodos e vassouras por limites de espaço dentro do templo… ainda tem aqueles sobre a resistencia da igreja quanto a liberação do casamento gay, e talz… isso tudo me fez lembrar das minhas, sei lá, crenças.
O que eu quero dizer com tudo isso, é que eu não sei se era exatamente isso que Deus queria. Porra, você é CEO de um universo inteiro, tem esse tal de planeta terra que juram que vai acabar ano que vem (se isso for verdade, imagine quantos preparativos são necessários), 7 bilhões de seres humanos com problemas e chorando no seu divino ouvido…
E ainda tem que ouvir que guerra X foi em seu nome, que tal crime foi em seu nome, que essa vassourada foi por causa de você…
Isso pra mim só comprova que Deus é um cara ocupado sim, e que ele não tá nem aí se eu to nas lojas americanas no aniversário dele, ou se eu preferi não ceiar porque sem minha vó o natal não tem graça, se voce se apaixonou por uma pessoa do mesmo sexo e vai brindar com ela, ou ainda se uma criança que passaria todas as ceias sozinha agora vai ter dois pais, contanto que a gente faça todo esse esforço Dele valer a pena. Contanto que a gente saiba se importar com o importante, e amar as pessoas, e cuidar das nossas vidas durante o intervalo entre o dia em que a gente nasce e o dia em que a gente vai conhecer o aniversáriante.

ps: A mais foda de todas. Que sempre entendeu a gente, sempre viveu sua vida e sempre cuidou dos seus.

O que a pessoa anda amando.

14/12/2011

Não é tendênça, mas é amor.
Make cara-de-bonita. Trabalhando com “olho nada” (expressão boba que está valendo) + batom.

 

Russos. E suas bochechas rosas.

 

 

Gatismo.

 

 

 Meia fina com efeitos.

 

Educação” – 2009, do diretor Lone Scherfig.

 

Gravatas *-*

Arcade Fire.

 

 

Crash de estampas do God.

 

 

Sapato de menino.

 

 

Star  wars

 Gustav Klimt.

 

 

 

 

Estamos de olho.

Tchau.

26/11/2011

Certas coisas talvez façam falta, Capão.

Meio sem assunto pra vocês.

26/06/2011

Tenho um amigo muito peculiar que usa o termo “sem graça” quando precisa dizer que está sem graça. É peculiar mesmo. Eu me senti sem graça agora, e lembrei disso. Tipo, sem assunto, sem… graça nenhuma. Não consigo dizer nada de valor, não consigo fazer um desenho nem me concentrar no trabalho. Deve ter alguma droga pra isso. Ilícita, não sei. Mas o fato é que o termo é exato: sem graça.

(Eu tinha umas coisas importantes pra compartilhar quando lembrei do blog agora pouco, tinha mesmo. Eu quase não me lembro delas de tão importantes. É estranho.)

Depois que comecei a estudar fenomenologia, passo o tempo avaliando o quão razoáveis ou não são as coisas na minha vida. Cheguei a conclusão de que é incrivelmente razoável que eu esteja “sem graça” agora.

Todos os fatores externos contribuem para isso.

Eu só consigo pensar que  frozen yogurt de chocolate tem gosto de sorvete de chocolate. E que é realmente estranho eu ficar feliz pela tristeza de alguém (mas explico de imediato que tristeza não deixa de ser um sentimento, e esboçar sentimentos, mesmo os mais simples, nunca foi a especialidade dessa pessoa, por isso a felicidade). Também tô pensando em cinza avermelhado. Na chuva de amanhã. Nas coisas que não deu tempo de fazer (porque nunca daria tempo). Em Dancing with myself. “Onde está o meu pincel?” Nouvelle Vague. Em desperdício. Em compromentimento. Em Deus. Nos amigos. Malas. Alfinetes que eu roubei. Jane Austen e Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry . No apartamento da Francisco Matarazzo. Perspectiva Geométrica. No novo corte de cabelo. Brand New shoes. Hot dog. Frio.

No fim eu tô é com assunto pra caraleo. Mas com o coração anestesiado demais pra me importar com qualquer coisa.

Ps: Sério, assiste: Sem assunto pra você.

Bom humor.

26/05/2011

A banda mais bonita da cidade, nostalgia coletiva, lírios e Belle & Suckbastian

22/05/2011
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Uma vez eu li um livro (Grogue, do Toni Brandão. Recomendo. ) que dizia alguma coisa sobre ouvir a mesma música varias vezes ser uma forma sutil de esquizofrenia. Lembrei disso agora porque passei o fim de semana todo gritando que dentro do meu coração cabe uma penteadeira.

E como estou numas de me perguntar o porquê de tudo (culpa das aulas de antropologia filosófica) fiquei aqui imaginando porque me aproximei tanto da esquizofrenia nesses últimos três dias. É uma estrofezinha que se repete por 6 minutos e ecoa na cabeça por dias… A banda mais bonita da cidade apaixona. Apaixonou 22.515 pessoas entediadas do facebook. Fez burburinho no mundo do trabalho.

As pessoas não curtem que venham bulir no seu tão amado mundo cinza do trabalho: “coisas manjadas”, “Parece Beirut“, “Parece Belle  & SUCKbastian“, “tem todos os ingredientes básicos do ‘ame ou odeie’“ .

Eu, que não entendo nada de nada e posso dizer com propriedade nesse assunto “nada com nada”, acho que sentimos uma falta tremenda de colocar a saia rodada, sorrir lírios, e cantar sobre amor com os amigos num tom sépia, vivendo novamente em plano sequência. Fazia tempo que não vivia em plano sequência. Porque parece que vivemos em takes. De repente vem alguém e grita “corta!”. Corta pro chuveiro, corta pro trem, corta pra faculdade, corta pro trabalho, corta pro travesseiro. Pronto, acabou teu dia, companheiro.

Acho que no fundo, todo esse amor é uma mostra de nostalgia coletiva. Saudades. Disseram que o mundo ia acabar e 22.515 pessoas ficaram com vontade de colocar no coração tudo o que não cabe na dispensa.

Cabe todo mundo. Cabe até o meu amoor essa é a uultima oraçãão, pra salvaaar seu coraçãaao coração não é tão simpl…

ps: O termo Belle & SUCKbastian eu ouvi de um amigo que odeia Belle & Sebastian. Eu gosto, mas sempre uso essa expressão pra demonstrar o desprezo com o qual algumas pessoas se referem a banda, sei lá, parece adequado.


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